sábado, 28 de julho de 2018

FAROL VELHO DE CABO FRIO 1836

Os naufrágios da fragata brasileira "Dona Paula" em 1827 e da inglesa "Thetis" em 1830  moveram o corpo legislativo a decretar a construção de um farol na ilha do Cabo Frio, importante ponto de inflexão da linha costeira envolto por correntes geladas da Antártida.
Inaugurada em 17 de fevereiro de 1836, a torre de alvenaria de  aproximadamente 5 metros foi equipada com um sistema catóptrico de luz fixa com 18 lâmpadas á óleo e refletores parabólicos. Uma lanterna com vidros encarnados importada da Inglaterra protegia o conjunto. A obra ficou a cargo do major Henrique Bellegarde.
Porém, logo após entrar em operação, constatou-se a pouca visibilidade do sinal. A causa do problema foi a escolha inadequada do local, o ponto mais alto da ilha (395 metros), frequentemente coberto por nevoeiro.  Uma nova torre foi instalada mais abaixo, no Focinho do Cabo, a 128 metros de altura.
O novo farol, de ferro, foi montado pelo engenheiro inglês Thomas Dixon Lowden (que na ocasião também trabalhava no projeto da ferrovia Camocim - Sobral, no Ceará) e inaugurado  em 7 de setembro de 1861. Foi equipado com outro aparelho catóptrico de eclipses que lhe dava 20 milhas de alcance, substituído pelo atual dióptrico BBT de 1ª ordem em 1893.
A energia elétrica que alimenta o farol e as casas dos  faroleiros é gerada por motores à diesel. Com autorização da Marinha é possível desembarcar na ilha. As trilhas que levam aos 2 faróis exigem excelente 

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