Os naufrágios da fragata brasileira "Dona Paula" em 1827
e da inglesa "Thetis" em 1830 moveram o corpo legislativo a
decretar a construção de um farol na ilha do Cabo Frio, importante ponto de
inflexão da linha costeira envolto por correntes geladas da Antártida.
Inaugurada em 17 de fevereiro de 1836, a
torre de alvenaria de aproximadamente 5 metros foi equipada com um
sistema catóptrico de luz fixa com 18
lâmpadas á óleo e refletores parabólicos. Uma lanterna com vidros encarnados
importada da Inglaterra protegia o conjunto. A obra ficou a cargo do major
Henrique Bellegarde.
Porém, logo após entrar em operação, constatou-se a pouca
visibilidade do sinal. A causa do problema foi a escolha inadequada do local, o
ponto mais alto da ilha (395 metros), frequentemente coberto por
nevoeiro. Uma nova torre foi instalada mais abaixo, no Focinho
do Cabo, a 128 metros de altura.
O novo farol, de ferro, foi montado pelo engenheiro inglês Thomas
Dixon Lowden (que na ocasião também trabalhava no projeto da ferrovia Camocim -
Sobral, no Ceará) e inaugurado em 7 de setembro de 1861. Foi equipado com
outro aparelho catóptrico de eclipses que lhe dava 20 milhas de alcance,
substituído pelo atual dióptrico BBT de 1ª ordem em 1893.
A
energia elétrica que alimenta o farol e as casas dos faroleiros é gerada
por motores à diesel. Com autorização da Marinha é possível desembarcar na
ilha. As trilhas que levam aos 2 faróis exigem excelente